quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

encosta-te a mim

Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar

encosta-te a mim, dá cabo dos teus desenganos

não queiras ver quem eu não sou, deixa-me chegar


Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver

em nome da terra, no fundo p´ra te merecer

recebe-me bem, não desencantes os meus passos

faz de mim o teu herói, não quero adormecer

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo

o que não vivi, hei-de inventar contigo

sei que não sei, às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem, encosta-te a mim

Encosta-te a mim, desatinamos tantas vezes

vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal

recebe esta pomba que não está armadilhada

foi comprada, foi roubada, seja como for

Eu venho do nada porque arrasei o que não quis

em nome da estrada onde só quero ser feliz

enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada

vai beijar o homem-bomba, quero adormecer

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo

o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo

sei que não sei, às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem, encosta-te a mim

Jorge Palma


Amanhã vou ouvi-lo (uma prenda de Natal ainda por gozar). Fica a letra da mais tocada na rádio (bem que podiam tocar as outras também), que se lê como um poema, assim como todas as anteriores compiladas neste livro.

1 comentário:

muitaspintas disse...

Olá, ai que bom, eu tb era para ir Vê-lo à Figueira da Foz, mas os bilhetes esgotaram :(, pode ser q surja outra oportunidade!!


Bjts e bom concerto