quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

balanço

Por pouco achei que iria terminar o ano com um assunto pendente e teria de apanhar os cacos sozinha. Mas soube que não estou só, e isso fez-me sentir menos ingénua quanto ao sucedido. Felizmente tudo se resolveu, pelo menos para mim, mas não posso deixar passar em branco.

Não escrevo este post por vingança, mas porque sinto que é um dever avisar quem trabalha nesta área, e a quem é solicitado muitas vezes para colaborar com novos projectos de divulgação de autores e à consignação, que devem ficar mais atentos, pois devemos certificar-nos se será uma proposta honesta.
Falo por experiência própria, que pelas solicitações que recebo, concluo que negócios destes nascem neste momento com mais facilidade. Talvez para ajudar a superar uma crise, as pessoas inclinam-se para áreas de trabalho manual e procuram quem as ajude a divulgá-lo. No meio de pessoas sérias surgem alguns oportunistas, que sem qualquer tipo de investimento abrem negócios à custa do suor do trabalho dos outros.
Na minha opinião, trabalhar à consignação só é válido se do outro lado for mantido feedback sobre o nosso trabalho, se quem nos representa acredita nele acima de tudo e inevitavelmente não esquece o pagamento, porque ninguém vive da brisa do vento. Havendo um trabalho válido de divulgação por parte dos lojistas que respeitam o trabalho manual de um criador, penso que se poderá trabalhar muito bem em equipa, de outro modo não vale a pena termos intermediários.

Nos casos em que isso não acontece, devem ser denunciados de modo a serem travados e por isso tomei a decisão que escreveria qualquer coisa sobre isto no blogue. Só me arrependo das noites que dormi pouco ou quase nada, para poder entregar material e ajudar um projecto que vim a descobrir que me iria deixar na mão. Tive pena de não ter comentado isto com a Rita há mais tempo, teria percebido que alguma coisa não estaria a correr bem, mas achei que seria mais correcto resolver o assunto com descrição e que talvez tudo não passasse de um grande mal entendido. Não vale a pena entrar em pormenores, quero apenas com isto alertar, que infelizmente situações deste tipo acontecem e devemos estar atentos sobre a quem confiamos o nosso trabalho.



Quando tracei alguns objectivos este ano e falei do tal plano em posts anteriores, senti alguma frustração ao rever o que não consegui concretizar, principalmente as peças novas que continuaram na gaveta e não foi por falta de vontade, mas sim, por falta de tempo. Apesar de tudo o plano foi útil, tirei importantes conclusões quanto ao método de trabalho e descobri pelo menos o que não quero, e uma delas levou-me a rever o tal «assunto pendente» que andava esquecido. O plano para o próximo ano tem menos objectivos, mas enquadra-se melhor ao meu tipo de trabalho, produção e à minha maneira de ser.

Ao escrever este post, recordo as minhas conversas com a Margarida ao longo deste último ano. A troca de experiências ajuda a trabalhar e a seleccionar melhor, mas também nos deixam dúvidas para um futuro próximo. Conversas que dariam um belo livro sobre a defesa do nosso trabalho, dormir pouco e trabalhar muito porque gostamos e acreditarmos num trabalho criativo feito à mão, ter outras profissões, dar o nosso melhor tempo à família e a nós próprias. Enfim, conversas que dão pano para mangas!

Hoje parece que «parti a loiça» para começar o ano com loiça nova.

Um Bom Ano para todos!

obrigada às Ritas pelo apoio.

4 comentários:

rita pinheiro disse...

Casos como este e outros do género devem ser denunciados. No meu caso não se tratou de consignação, mas uma grande encomenda foi feita e eu que já conhecia a dona da loja em questão de outra loja, e de quem tinha boa opinião, não pedi sequer sinal no acto da encomenda (burra). Claro que aprendi a lição da forma mais difícil e desde então tudo é diferente. Felizmente nunca envio nada antes de receber o pagamento!
Como a Vera, também eu não desisti: telefonei, chateei (vale a pena ser chato), escrevi e lá resolvi o meu problema, claro que não sem me chatear também. São situações muito chatas e muito desgastantes que acontecem com demasiada frequência para continuar a passar em branco.
É errado pensarmos que o que nos está a acontecer é caso isolado. Se eu tivesse denunciado esta situação quando me aconteceu se calhar tinha impedido que acontecesse o mesmo com a Vera.

Bom ano Vera! Às vezes é bom partir a loiça !
Um beijinho :)

Marta Mourão disse...

Em qualquer área de negócio há pessoas mal intencionadas. Quero acreditar que estão em minoria, mas que existem existem.
Também já tive más experiências (uma foi do outro mundo) e aprendi com elas. Ao menos que sirvam para alguma coisa!
O que interessa é andar para a frente, aprender com os erros e traçar planos realistas como o que tu traçaste para ti própria.
De vez em quando há que partir a loiça toda!
Bom ano!

ana margarida disse...

E pronto, já chegámos a 2011. Novos planos, mais calo, menos inocência e ainda muitas páginas para escrever no "nosso livro amarelo da vida".

papoila disse...

Chego aqui através do blog NÃO ME IRRITEM , ainda bem que vim espreitar.
Parabéns, é tudo muito interessante e lindo.
Encantei-me com as pinhas!!!
Voltarei e divulgarei.
Continuação de bom trabalho.
Feliz Ano Novo!
xx