sábado, 17 de novembro de 2012


Passa muito despercebido, mas pelo tema já sabia que iria gostar, só me faltou estar ao vivo no Quénia.

«Muita gente da profissão considerava que eles foram a melhor de todas as equipas de filmagem da vida selvagem, com Joan a desempenhar frequentemente o papel mais difícil», escreveu Anthony Smith mais tarde. «Quem estava empoleirada numa acácia para dar o alerta de que vinha uma manada de gnus à desfilada na sua direcção? Quem ficou com os óculos perfurados quando um hipopótamo se tornou agressivo? De quem foram os sapatos que derreteram por não aguentarem o calor da lava vulcânica?»

«Dentro dos limites do Parque de Tsavo havia quatro mil trezentos e vinte e sete elefantes, em comparação com vinte e dois mil cento e setenta e quatro em 1973. [A nível nacional, a população de elefantes do Quénia caíra de oitenta e cinco mil em 1979 para vinte e dois mil em 1989.] Também contámos os esqueletos que avistámos, muitos dos quais estavam ao lado de estradas onde os guardas-florestais caçavam em veículos do próprio parque…»

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Livro: Dei o Meu Coração a África de Marl Seal (Editorial Presença), essencialmente sobre a vida de Joan Root, e de como se filmavam os documentários sobre a vida selvagem sem altas tecnologias, com o objetivo de registar para o futuro (agora, nosso presente) o que poderia vir a desaparecer, abordando também, a história do próprio Quénia.
A fotografia a preto e branco vem no interior do livro e mostra a casa de sonho de Joan no lago Naivasha.

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Acrescento ao post, que já existe um filme Murder On The Lake, (obrigada ao Sérgio pelo link).

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