sábado, 16 de fevereiro de 2013

não sou um polvo

Amanhã eu precisava de não gritar, de não queimar nada no forno, de não me esquecer de colocar nada na mesa, de deitar umas quantas coisas fora, de responder a uma data de emails, de adiantar uma gola, de finalizar outra, de terminar encomendas de janeiro, de registar as minhas faturas no raio daquele site, de ter espaço para inventar uns problemas de matemática, de embrulhar uns presentes e precisava mesmo mesmo que não chovesse.

Mas como não sou um polvo, começo amanhã por tentar não gritar mesmo que nada me corra bem. Ficar atenta aos minutos para não cheirar a queimado — há coisas que não são feitas «a olho». Olhar para os cadernos da miúda e inspirar-me antes de me deitar — ela disse-me que eu os inventei mal (??!!) e que a minha letra e os meus números não são legíveis (??!!) — e por isto irá embrulhar os presentes. Pensar em ter dias certos só para responder a emails específicos e não ficar preocupada se não tenho tempo. As encomendas de janeiro passam a ser de fevereiro (não adianta lutar, adianta sim não aceitar outras para ganhar terreno). Na próxima semana volto a abrir aquele site e fingir que aquilo é uma piada temporária e aceitar que todas as faturas de supermercado não servem para nada e ignorar durante alguns dias os emails da AT que estão a superar os das feiras (apesar da linguagem de «caixa baixa» conseguem ser intimidantes e assustadores, e isso irrita-me muito). Depois, é ganhar coragem para destralhar a casa sem dó nem piedade, e quanto à chuva, ela que venha… ainda é o menos.

3 comentários:

sara aires disse...

Melhores dias virão... e a música ajuda sempre. Beijinhos!

Senhora Baruch disse...

Olá,
Boas tarefas, bons dias pra ti!
Sempre acredite que o melhor virá!
:-)
Abraços

Ana Vento disse...

e que a noite e já agora os dias tivessem mais umas horas.