domingo, 29 de setembro de 2013

quando os móveis crescem connosco


Dizem-me que há móveis baratos e não me devia dar ao trabalho. Mas os móveis muito baratos também existem para nos descartarmos deles com maior facilidade e substiuírmos por outros, e alguns até parecem programados para se auto-destruírem em pouco tempo. O mesmo que já acontecia com a roupa. Confesso que também sou conquistada pelos móveis práticos e pelas novidades mas sei que devo escolhê-los a dedo e comprar apenas o necessário.

Tenho consciência que sou responsável por aquilo que já tenho e não devo descartar-me facilmente de «coisas» sem primeiro tentar arranjar-lhes outra solução. Por vários motivos aventurei-me com a Rita no azul. Não estão grande coisa, e até já cometi um crime com um agrafador, mas já ficaram diferentes e adaptados às novas necessidades. Este deixou de guardar roupa e passou a ser uma estante.

Garanto que não são momentos «queridos», dá imenso trabalho e deixamos de fazer outras coisas.


sábado, 28 de setembro de 2013

Rio de Onor





É a segunda vez que visito. Da primeira, lembro-me de não ter encontrado ninguém para perguntar o quer que fosse. Desta vez foi diferente, apesar de haver mais casas reconstruídas com gosto, infelizmente haverá sempre a «casa amarela» a destoar. Muitas estão ao abandono e outras parecem estar, mas têm gente dentro.
Aqui encontrei os feijões mais bonitos que já vi ao colo de uma senhora, fiquei tão maravilhada que me esqueci de fotografar.


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Montesinho


Para o trilho da Calçada previnam-se do mais eficaz repelente de insetos para atravessarem a zona dos carvalhos (o que usámos provocou o efeito contrário) e para os que caminham com crianças, deixo o aviso que depois da ponte, é sempre a subir por cima de calçada romana durante dois quilómetros até ao final, sem sombra.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Casa da Lã

Do Gerês para Montesinho parámos em Bucos, no concelho de Cabeceiras de Basto, para visitar a Casa da Lã. Foi uma pena não encontrar o grupo a trabalhar, soube depois que não era o dia do encontro das Mulheres de Bucos, mas não foi de todo uma viagem em vão, tive tempo para ler o ciclo da lã com a miúda, e apreciar as maravilhosas peças feitas naqueles teares.

O gorro que fiz há pouco tempo foi com lã vinda de lá.



Mulheres de Bucos | Dobadoira | MPAGDP

domingo, 22 de setembro de 2013

Peneda-Gerês



Não esquecer, para voltar.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Museu dos Lanifícios



O tempo que tinha na Covilhã não era proporcional à informação e à maquinaria que estava exposta. Fiquei impressionada com o que ali encontrei. Era bom que fosse aqui, bem pertinho de casa, deixei tanto por ver.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Serra da Estrela



Dou preferência à paisagem da Serra da Estrela no verão. Nunca compreendi a fila de carros que se forma até à Torre durante o inverno só para tirar uma fotografia – mesmo com imenso vento, frio e nevoeiro – e de seguida, correr para outra fila, a da casa de banho dentro do desolador shopping que até hoje mantém o aspeto de construção temporária. É de fugir a apresentação de artesanato que nos dão a conhecer lá dentro. Não há espaço entre as coisas, não se respira, vê-se tudo e não se vê nada. E a esplanada condiz com o resto, começando pelas cadeiras cheias de publicidade a bebidas.

O local da Torre (a Torre propriamente dita, nem se dá por ela no meio do ruído) continua com a atmosfera de que foi bombardeada e só piora com o passar dos anos. Como portuguesa, fico envergonhada com aquele «ponto de interesse».



domingo, 15 de setembro de 2013

passear



Este verão riscamos o sul e fomos para norte. Voltámos às mesmas aldeias para desta vez mostrá-las à miúda. Sabemos que teve saudades da praia, mas um dia irá agradecer-nos pela experiência de caminhar até não poder mais, do cheiro intenso das árvores e das férias em que aprendeu a entrançar cebolas.


Conheci melhor uma pequena parte do Parque Nacional da Peneda-Gerês, fez-me reconhecer que a memória que tinha dele já não era suficiente. Existem locais tão bonitos que não me apetece contar onde são para que se mantenham minimamente intactos para o meu regresso. Infelizmente, presenciei algumas situações em que o homem já interferiu demasiado, a primeira pista são as das beatas que se encontram em locais como este, e a indelicadeza na relação do espaço comum com os cavalos selvagens e com o gado que anda à vontade pela serra durante o verão.



Um verão em que vi muito verde mas também demasiada terra queimada. Perdemos a conta aos incêndios que vimos.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

verde

Estou com dificuldade em regressar e assentar os pés na terra. Fui contagiada pelo síndrome verde e se eu já gostava de árvores fiquei bem pior. Só me apetece fazer posts com árvores, árvores e árvores… Mas isto passa-me, não é a primeira vez, só preciso de tempo.

Se me voltarem a perguntar se preferia ter uma casa no campo ou na praia, já sei responder. Uma casa na floresta onde se ouvem as corujas e se não for pedir muito, com vista para um lago onde a paisagem ainda não tenha sido invadida pelos aerogeradores.


Estar de férias sem acesso a redes sociais, não ver televisão nem ouvir notícias, não ouvir tocar o telemóvel dias seguidos assim como não sentir necessidade de fazer chamadas, pensar que a única rede que existe é a mosquiteira. Partilhar momentos reais só com pessoas reais. Foi uma desintoxicação tão grande que ainda é difícil fazer um login.



Volto quando sentir os pés no chão, e tiver mais tempo para publicar imagens para o futuro.