sexta-feira, 9 de setembro de 2016

dias condensados

Desligar.
Ajuda muito poder escolher férias em locais onde a rede, por vezes, chega a ser apenas o número de emergência, ou para ter rede suficiente para uma chamada sem interrupções precisar de me deslocar ao telhado ou para fazê-la ter estar quase encostada àquele poste de electricidade.



Cada vez mais, procuramos destinos de férias onde possamos estar mais em contacto com a natureza. Na cidade a natureza é muito limitada e apesar de haver por perto um parque muito bom para uns passeios e piqueniques, precisamos de mais espaço para respirar e limpar o "disco rígido". Faz bem aos adultos e muito melhor às crianças. Alguns dos pontos altos das férias passou por assistir a uma trovoada como se estivéssemos num cinema, uma tarde a apanhar pinhões e a tentar comê-los, ficarmos sentados a olhar para o rio ou poder ler um livro horas seguidas.

Como é que se consegue passar tantos dias assim e tão iguais? Consegue-se se decidirmos que não vamos gastar tempo com outras coisas e vamos apenas estar e ficar.
Diz-se que estar numa aldeia duas semanas pode ser sufocante porque o tempo não passa e não se faz nada. Mas é isso que nos faz bem, pelo menos para quem passa o resto dos meses a sentir o tempo a correr e a ouvir dizer que tempo é dinheiro e é tudo para ontem.
Termos dias pela frente sem planos, com o tempo a passar devagarinho é disso mesmo que precisamos. Tempo não é dinheiro.

Deixámos os últimos dias para fazer praia, o estágio de banhos no rio lá em cima fez com que a água fria da Arrábida até nos parecesse morna.


1 comentário:

feltro nas mãos disse...

Por aqui o verbo também foi: tranquilizar! 💕

http://feltronasmaos.blogspot.pt/2016/09/tranquilizar-foi-e.html?m=0