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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

#natal2017


Andar ocupada com a reorganização duma vida nova leva mais tempo do que se imagina ou planeia. De um dia para o outro o Natal caiu cá em casa e não tinha presentes feitos à mão como é habitual, mas em 3 serões consegui fazer um presente de coração para uma adolescente. As imagens dos momentos natalícios são mesmo só dos entretantos, do louro que arranjei para o bacalhau, do trevo que encontrei no mercado, das romãs para o pequeno-almoço e dos oregãos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

futuro

Quando começamos a encaixotar a nossa vida damos conta que guardamos tantas coisas que até nos esquecemos que as temos. Não sei se acontece com todos, mas comigo foi mesmo assim, um dia eram importantes no dia seguinte deixaram de o ser, tão simples quanto isto.
Até mesmo as que nos trazem boas recordações e outras que eventualmente um dia poderão ser úteis ficam para trás. É o desapego.

Não vale a pena guardar muito ou um bocadinho de cada coisa, rouba-nos tempo e puxam-nos para trás como se fossem um cordão invisível atado à perna, quando o que mais precisamos é andar para a frente. O importante andará sempre connosco, a frase está certa.

O verão não foi fácil e abandonei os registos no blogue para não dispersar, penso que agora seja o momento certo para retomá-los e talvez ainda acrescentar uns poucos que ficaram só pelo instagram.

E o primeiro, é que voltei ao meu bairro para começar de novo.


terça-feira, 25 de abril de 2017

há dias em que ninguém nos cala

«A escola está cada vez menos interessante» disse-me há umas semanas, ao mesmo tempo que fazia aquele olhar como-é-que-se-dá-a-volta-a-isto.

Apesar do chamado «aproveitamento escolar» continuar a correr bem, a motivação e o interesse pelo que se aprende dentro duma sala de aula no 6º ano está no ponto de rotura. Contudo, a rapariga acaba sempre por nos surpreender e automotiva-se sabe-se lá onde, mas até quando?

Se tenho dias em que continuo a elogiar a escola pública tenho outros tantos em que só me apetece matá-la ainda mais. É um grande desejo poder ver tudo mudar um dia e que a minha filha ainda consiga apanhar qualquer coisa boa dessa mudança.

Só um exemplo no meio de vários este ano: o último teste de Português do 1º período do 6º ano foi igual ao do 5º ano — escrever uma carta ao Pai Natal — aperfeiçoando e enriquecendo o texto este ano com mais vocabulário. Não percebi a ligação de se estar no 6º ano e a da carta ao Pai Natal, como já não tinha percebido a do 5º. Nem no 1º ciclo a minha filha levou com a da carta ao Pai Natal!

Se já era contra os trabalhos de casa este ano sou mais. Assumo que já disse à minha filha para não os fazer, não há tempo para tudo e o ideal é já começar a aprender a fazer escolhas: ou faz os tpcs, ou adianta um trabalho de grupo, ou estuda para um teste ou descansa (o descansar inclui tudo o resto: ler um livro, ouvir música, tocar guitarra, dançar, conversar, comer e dormir — também é preciso!). Cá em casa depois das 18h é proibido estudar ou fazer tpcs. Só aceitaria que gastasse mais tempo a fazê-los se fossem para trabalhar as suas próprias dificuldades, a política dos tpcs serem iguais para todos (tenham ou não dificuldades) está mais que ultrapassada e a marcação duma falta para quem não os faz também já não se aguenta!

domingo, 15 de janeiro de 2017

futuras gomas


Dos melhores locais para fazer compras a granel continuará a ser a praça, onde encontro quase tudo o que procuro fora de embalagens desnecessárias. Também recorro a outras pequenas mercearias e às lojas antigas de bairro que vendem chá e café a peso — as recentes e bonitas lojas que vendem a granel, e que são notícia, não são propriamente uma novidade porque o conceito sempre existiu.

Os morangos, os mirtilos, o aloé, a maçã e a manga chegaram-me através de uma amiga que nas suas idas à praça lembrou-se de mim e ainda juntou um tesourinho. Estou mesmo a ponderar que as futuras festas cá em casa possam vir a ter "gomas" destas. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

enfeirar

Um grande programa que posso fazer com a minha filha é irmos à Feira da Luz comer caldo verde e comprar plantas. Voltámos a comprar uma arruda para as borboletas regressarem e hortelã-chocolate para fechar os olhos e pensarmos que temos After Eight a crescer no quintal.

sábado, 13 de agosto de 2016

entreténs

Por aqui, durante as férias de verão, continua-se a pastar. Não podem faltar livros para ler a qualquer hora e lugar e um borrifador para refrescar.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

este mundo novo

O primeiro ano letivo na escola pública está a terminar. Lembro-me que não ia com grandes expectativas e talvez por isso posso afirmar que o balanço foi bastante positivo. O que aconteceu de bom compensou os pormenores que me tiraram do sério.
Se é o ideal? Não é de todo. Se lhe arrumava a mochila e voltava a pô-la na escola anterior? Cheguei a ter vontade, era outro conforto e identificava-me muito mais, mas não a teria visto crescer como cresceu este ano por estar num espaço novo com novas pessoas na vida dela, a saber aplicar o que trazia consigo de diversas formas, no saberes, na pesquisa, nos trabalhos de grupo, nas escolhas do certo e do errado, na relação com os outros e por aí fora.

O que eu gostava mesmo era que mudassem a forma de ensino e o excesso de conteúdos que são injetados aos alunos. Na tentativa de quererem preparar as crianças e os adolescentes para "um futuro profissional de sucesso" falta o tempo para demonstrar o que aprendem diariamente na escola – atualmente o que é que consideram mesmo um futuro de sucesso?
As crianças precisam de ser visionárias e terem uma imaginação do caraças para perceberem que o que estão a aprender poderá ser-lhes útil no futuro.

Tenho tanta pena que as artes continuem a ser desprezadas. A disciplina de Educação Tecnológica (que ainda estou a tentar perceber o que é) há uns anos veio substituir as oficinas e trabalhos manuais, onde ainda era possível os alunos expressarem-se de certo modo livre sem o tipo de pressões exercidas nas disciplinas de matemática ou português. É uma pena que os trabalhos manuais tenham cada vez menos lugar na vida dos miúdos a partir duma certa idade. Chegam a adultos e correm o risco de acharem que quem é designer faz "bonecos" e quem faz crochet faz coisinhas.



Continuo a achar que uma aprendizagem mais descontraída e com ligação à vida real faria com que as crianças gostassem mais da escola. Os programas são extensos e existe uma pressão natural que vem não sei de onde para que sejam os melhores – mas o que é ser o melhor?
Recordo que numa semana de aulas em maio, a miúda teve um sarau de ginástica acrobática com treinos que preencheram duas tardes (atenção: até sou defensora do desporto escolar e é das melhores coisas que a escola pública tem), dois trabalhos de grupo para fechar e dois testes a somar aos TPC, isto é dose dupla para a idade de 11 anos, não concordam?

Quase que dava para criar um dia por semana destinado para os TPC dos outros quatro dias, para revisões de conteúdos e para se dedicarem aos trabalhos de grupo, no fundo, uma espécie de dia de trabalho autónomo.

Por muitos debates que se façam, por muitos artigos que se escrevam sobre o tema, eu não consigo mudar de opinião: sou contra os trabalhos de casa, sejam estes quais forem. Não vão fazer com que os alunos sejam melhores ou piores. E quando enviam os TPC extra porque o fim de semana é prolongado fico ainda mais irritada. Há outras obrigações que as crianças podem fazer em casa e isso também lhes incute responsabilidade e autonomia. Diz-se que os trabalhos de casa servem para os alunos tirarem dúvidas… não concordo e nem vou explicar porquê, estou demasiado farta do assunto.

E o peso da mochila no 2º ciclo? É descomunal. A mochila vai além dos 4 kg, não devia ser permitido!
Imaginem os miúdos deixarem um dia destes a mochila em casa e cada um levar para a escola um garrafão cheio de água, é quase a mesma coisa! Provavelmente alguém iria impedir essa loucura pois não se admitiria que uma criança andasse a carregar um garrafão de água todos os dias dum lado para o outro, mas no caso da mochila carregadinha de livros ninguém liga nenhuma, parece que é normal.

A culpa é do tal negócio da china – os livros escolares. O formato A4 que todos os livros têm faz com que o aluno tenha de comprar uma mochila grande e resistente (logo, mais cara), e o papel é pesado para aparentarem bom aspecto e justificarem o seu preço, mas em contrapartida, a capa é mole para o negócio do papel autocolante e das capas plásticas não acabar, certo? Serão os livros mesmo necessários? Para mim os livros escolares são um dinheiro mal gasto. Era possível fazer-se de outro modo se não houvesse o monopólio disto tudo e se os interesses fossem verdadeiramente outros.

Agora, também já percebo o programa de Educação Física que os prepara para a vida militar! No meu tempo servia para descomprimir, aliviar tensões, aprender vários jogos, mas atualmente acho-o demasiado duro e já não é para qualquer miúdo, se calhar é para ganharem força para carregarem a mochila ao longo do ano letivo, é isso!

Poderia enumerar mais alguns pormenores que falham no sistema e vão continuar a falhar, mas com a necessidade de me focar no essencial, tive mesmo de ultrapassar isto.

No meio das pequenas desilusões, não posso deixar passar em branco a do Dia Mundial da Criança. A escola propriamente dita não tem culpa porque o evento decorreu fora da escola. A minha filha pensou que iria ter um dia semelhante ao que tinha na escola anterior, mas em vez de falar sobre os direitos das crianças, assistiu a uma apresentação feita pela CML sobre a futura Feira Popular onde perguntaram às criancinhas sugestões para tal projeto no meio de pipocas e balões. Até do grande parque de estacionamento lhes falaram…. Mas pronto, já passou, a criança é inteligente e percebeu que aquela conversa não era apropriada ao momento. Tenho esperança que para o ano não se repita, é que não fica nada bem mesmo que as intenções tenham sido, aparentemente, as melhores…


Pondo de parte os pormenores e dando prioridade ao que interessa, o que faz mesmo uma escola são os professores e os alunos estejam onde estiverem. E os pais são importantes para que as coisas não descambem quando tudo parece enfadonho e sem interesse. É um trabalho diário. Começa por estarmos atentos ao que aprendem na escola e tentar incutir-lhes o interesse no assunto para que a escola não se torne uma seca e continue um local de boas experiências e que o conhecimento seja considerado um bem precioso que os levará a fazerem boas escolhas, a serem mais livres e a defenderem-se.

E já agora, os professores não são intocáveis. É essencial que os alunos não tenham medo de lhes fazerem perguntas quando têm dúvidas. Há alunos curiosos e interessados que infelizmente são confundidos como indisciplinados e incomodativos. Convém que sejam os professores a esclarecerem as dúvidas, caso contrário, o nosso disco rígido começa a ficar confuso desde cedo. O papel dos pais passa também por lembrar isso aos filhos – é essencial perguntar quando não percebem, não se deixem ficar para trás.

Os professores são pessoas normais, têm maus dias como nós e também ficam doentes. A maioria está ali para nos ajudar e só precisamos de lembrar isso aos mais apressados. Tratam-nos bem se nós os tratarmos bem também. Podem ser acessíveis se nós também formos. Haverá sempre os que gritam e que confundem a autoridade com a motivação, os que fazem comentários inoportunos ou deitam cá para fora desabafos desnecessários dum dia que correu mal, mas também há os que nos ouvem, os que voltam a explicar uma e duas vezes e que nos fazem sentir importantes.

E podia ficar aqui a elogiar a escola pública por um lado e a matá-la por outro – resumindo os parágrafos todos, se estou arrependida? Não.

Um à parte: adoro encontrar desenhos rebuscados no meio dos resumos para testes ♥.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

véspera da véspera

Mais um sprint no sofá até terminar alguns presentes.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

calendário


Geralmente quando me lembro já estou em dezembro, por isso só o fiz duas vezes. Podia tornar-se num jogo mais engraçado, mas nunca vou a tempo de pensar nisto. Desta vez, fiquei com pena de ouvir "oh…não tenho calendário do advento :-(" e improvisei.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

menos é mais


A propósito das férias das crianças e da preocupação de as encher com atividades de manhã à noite, lembro-me sempre disto que tenho colado numa parede para não me esquecer e que acho que diz tudo:

«As crianças são animais de criação extensiva e devem ser deixadas a pastar nos canteiros 
de morangos no verão.»
John Seymour *

Para além da importância de lhes proporcionarmos atividades que lhes dêem ferramentas úteis e práticas para a vida diária e futura, pessoal e profissional, é essencial que também aprendam a “pastar”, de modo a descobrirem que as nuvens também fazem desenhos e que a relva debaixo dos pés faz cócegas. O «menos é mais» também se aplica às crianças, não é só no design.

Os próprios pais já têm dificuldade em desligarem verdadeiramente, logo, acham tão natural que os seus filhos precisem de estar sempre ocupados, esqueceram-se que saber “pastar” nos dias de hoje é saudável para todos.
 

* A citação foi retirada de um blogue do qual não me lembro.

domingo, 5 de julho de 2015

Levo o conforto de que ali passou anos cheios, que encontrou as pessoas certas e que foi muito mais do que um simples 1º ciclo. Se todas as escolas deveriam ser assim? Não sei. Só sei que deveria existir sempre a possibilidade de escolha e a informação estar mais disponível para todos os pais. Conhecer o que existe é imprescindível para tomarmos as melhores opções para os nossos filhos e aquelas com as quais nos identificamos. Se não nos identificamos não nos envolvemos e não confiamos.
Não somos todos iguais, não temos de aprender todos do mesmo modo e a escola não devia criar futuros adultos só para serem bons alunos a português e a matemática. Podemos vir a ser tanta coisa, temos tantos interesses, e sempre em qualquer idade, mas em criança precisamos que certas coisas cheguem até nós pela mão dos adultos. Quando não acontece, infelizmente, perdemos tanto. Às vezes questiono-me se quem manda no sistema já foi pai ou se foi filho e já não se recorda de nada.

Aqui, encontrei outros pais que procuravam o mesmo que nós. Falar destas questões fora deste contexto nem sempre foi confortável, bastava dizer que não se investia em trabalhos de casa, não utilizava manuais escolares nem tinha notas, que era logo considerado um ensino pouco credível. Confesso que os comentários "sempre gostaste de coisas alternativas“ ou “tinhas que ser diferente”, e até certos olhares, moeram um bocadinho.

Se é um modelo de ensino para todas as crianças? Não sei. Foi para a minha. Se é um modelo de ensino para todos os pais? Tenho a certeza que não.

Agora só queria a continuidade, mas não havendo continuidade não faz sentido prolongar o ensino privado noutra escola só para nos sentirmos mais tranquilos ou termos a vida mais facilitada. O corte vai ser grande em tudo, mas o crescimento também provoca a vontade de mudar e isso, certamente, irá ajudar a fazer a passagem.

Para mim, abriu-se um mundo novo com a entrada de uma filha no ensino oficial.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

mãe leoa

Por esta hora, está a minha filha a fazer a prova de língua portuguesa do 4º ano, quando ainda nem sequer terminou o ano letivo, numa escola onde nunca foi antes com um professor que não conhece. Este teatro todo para mostrar o que sabe aos 10 anos.

E sobre aquela conversa da treta: — Pois, os miúdos que andam lá naquela escola onde não há trabalhos de casa, nem testes nem notas, chegam agora aos exames e não estão preparados. — não tenho nada a dizer. Apenas que continuo a achar que tomei a melhor decisão de tê-la poupado à carga de trabalhos escolares e a uma série de tantas outras coisas desnecessárias no 1º ciclo.

domingo, 4 de janeiro de 2015

take-care


Um brinde aos bonitos dias de inverno.

……

Os posters são da Ana Ventura.

sábado, 27 de dezembro de 2014

sábado, 25 de outubro de 2014

smokey eyes

Após vários desenhos, histórias e sonhos, ele chegou.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

coelho


Lembram-se deste post? Agora é mais a sério.

Já percebi que podem ser afetuosos e meigos, mas a conquista pode demorar o seu tempo. Já sei que é necessário comprar-lhe quase uma espécie de apartamento. Está posto de lado coelhos com o pêlo muito comprido, preferimos os de pêlo curto com orelhas arrebitadas, aqueles que são mais semelhantes a coelhos do que a peluches. E não percebo nada de raças de coelhos, Toy refere-se à raça ou ao tamanho?

O comum seria comprar numa loja de animais, mas mete-me confusão desconhecer os antecedentes, acho-os demasiado pequenos para estarem já sem a mãe e o preço também não me seduz. Será uma melhor opção adquiri-lo através de alguém que faça criação? Alguém conhece criadores? Os preços são idênticos aos das lojas de animais?

Gostava de falar com a Carla (veterinária) que me deixou um comentário no outro post, mas não consigo chegar ao seu email.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

prática frequente


A única que gosta de trouxas de roupa suja.

sábado, 17 de maio de 2014

até o acho quase bonito


Também eu, tenho um jardim à portuguesa. Este inverno chamaram por mim, mas estive demasiado entretida lá dentro e as daninhas ultrapassaram-me.
O granizo desmotivou-me, acabou com todas as ervas aromáticas e queimou mais de metade dos cactos. Tomei a decisão de abandoná-lo até à primavera. Agora aos poucos vai-se fazendo, é uma espécie de começar de novo.


domingo, 20 de abril de 2014

☐☐☐☐



Ao mesmo tempo que cosia os quadrados uns aos outros via o E.T. com a miúda pela primeira vez. Pelo meio das lágrimas, que me caiem sempre, soube tão bem ver-lhe a cara de espanto quando as bicicletas voam, e da alegria e do alívio pela criatura ter sobrevivido. Eu devia ter a mesma idade quando o vi pela primeira vez no cinema e acho que foi assim.

terça-feira, 4 de março de 2014



Atirar balões de água no quintal para não acertar em ninguém.