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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

só para agradecer

Eu ia escrever um post sobre a amizade e a troca de palavras e afetos que estes dias de showroom nos proporcionam, mas, há sempre alguém que escreve bem melhor do que eu!

Um especial agradecimento a estas excelentes raparigas que confiam em mim e me fazem a melhor companhia que eu poderia ali ter, incluindo a Paula que não conhecia bem, ou provavelmente até conhecia, porque o seu blogue e tudo o que ela cria em porcelana, afinal é mesmo ela :-)

E um grande obrigada a todos os visitantes, incluindo amigos e família ♥︎.

Fico sempre com pena de quem não pode aparecer e deixou a visita para outra oportunidade, para conhecer o atelier ou ver o meu trabalho de perto, é que esta é a oportunidade, e nunca sabemos se voltam a repetir-se. Para falar e mostrar o que faço este é o melhor momento, fora deste contexto é um pouco abstrato explicar a qualquer pessoa que o crochet não são coisinhas, e não tenho por hábito andar a falar disto ali ou acolá, nem costumo ter tantos exemplos de peças reunidas em exposição ao vivo como nestas ocasiões.

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O blogue fez 10 anos na semana passada e com a azáfama e o cansaço deixei-os passar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

sem título

Inspirarmo-nos no trabalho dos outros não é crime nenhum, mas que interesse tem seguirmos a inspiração à risca? Não será muito mais interessante partir daquele ponto e criar o nosso próprio percurso?

À medida que o trabalho cresce podemos vir a encontrar coincidências nos trabalhos dos outros, é a forma natural da evolução do próprio trabalho. Quem aprende uma malha de cordão pode muito bem acabar numa peça de roupa como tantas outras pessoas, mas a blogosfera portuguesa é um T0 e quando estamos tão próximos essas coincidências tornam-se pouco claras. Menos claras ainda quando podemos observar o que já foi feito e identificar outras "colagens".

O que é que eu faço quando isso acontece? Nada. Simplesmente nada. Já fiz em tempos, mas não merece a pena, aprendi que quando as tais coincidências acontecem estão a mostrar-me que estou em vantagem, que quem vai na carruagem da frente afinal sou eu. Mais facilmente eu me distancio da “imitação” propriamente dita do que ela de mim. Felizmente tudo tem dois lados, e apesar do lado negativo me deixar aborrecida e dececionada, existe um lado que me motiva a fazer melhor e diferente.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Começar a ver tudo no sítio e a tomar forma é uma sensação fabulosa. Isto compensa o esforço, mas ainda falta muito mais do que aquilo que já está feito. É a partir de agora que só dependo das minhas mãos, da minha disciplina e da minha força de vontade para não me dispersar. Se no ano passado por esta altura começava a entrar no limite das minhas forças, já não tenho dúvidas que é este ano que vou ao tapete.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

raízes


Desde a árvore, que fiquei com vontade de vir a fazer uma pregadeira com a mesma técnica. Mas quando me sentei com os materiais à frente não fiz nada disso, fiz antes um colar. Reuni os pedacinhos de lã que a Ana me deu no Natal (o que restou das suas meias) e juntei aos meus. Fiz vários conjuntos que no futuro irei mostrar, mas esta foi a primeira experiência que ainda fiz no início deste ano, e precisei de manter a distância de uns meses para perceber se iria com eles para a frente ou não.

Não consigo fazer ao longo do ano todos os modelos. Vou fazendo escolhas de ano para ano mediante aquilo que me apetece fazer e o material que tenho disponível. Assim, em vez de pegar nos circulares  na primavera optei seguir com este modelo para a frente.


quarta-feira, 3 de abril de 2013

wip



O upgrade do colar das franjas. Trabalhar assimetrias é das melhores coisas que me pode acontecer, mas ao contrário do que se poderá pensar, é bem mais difícil conciliar os materiais e dar por terminado uma peça.


segunda-feira, 4 de março de 2013

pôr a vida em ordem

Na tentativa de organizar melhor o trabalho, e de não perder o fio à meada, criei uma nova conta de email para a loja, que servirá para encomendar e pedir informações acerca das peças – preços, cores, etc.
As próximas newsletters serão enviadas a partir de lá. Quem desejar recebê-la por email envie o pedido para o novo endereço, e quem quiser deixar de a receber, peço também que o faça através do novo.

perdiofioameada@gmail.com

A verdade, é que eu ando em desordem já há algum tempo. Nos últimos dois meses, tudo se tem vindo a acumular, alguns emails ficaram sem resposta, juntando-se às várias encomendas pendentes. Estou sempre com aquela sensação que ainda não saí do Natal. Por um lado é bom sinal, mas por outro, tornou-se impossível continuar a fazer tudo sozinha. E como para mim o mais importante é continuar a fazer as peças, porque é a parte que mais gosto, optei pela escolha de uma ajuda para o resto. Isto quer dizer que, nem sempre serei eu a responder, mas o cuidado e a atenção serão os mesmos.

O email do costume continua a funcionar normalmente, para qualquer coisa estou cá.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ramagem




Quando fiz esta peça pela primeira vez, estava longe de imaginar que iria chegar aos 50 exemplares. É feita em várias etapas e é impossível fazer um exemplar num só dia.

Por vezes, dou por mim a associar certas cores a alguns modelos, variando muito pouco, e não me perguntem porquê. Ao rever as fotografias do percurso da peça, reparei que muito poucas vezes utilizei cores "leves" para as ramagens (talvez por ter sido criada com a intenção de aparecer no outono).
Algumas semanas atrás, obriguei-me a selecionar outros tons e a experimentá-los neste modelo para os próximos meses. Tem-se tornado num exercício e tem havido algum "desperdício" de tempo e material, mas tem sido muito útil.
Desperdício neste contexto para mim, é ganhar tempo mais à frente.

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Obrigada à Cristina :-) por me ter mencionado no seu blogue Divine Shape.

domingo, 17 de abril de 2011

pétalas



Os pequenos círculos pendem como se as pétalas caíssem. A inspiração para esta pregadeira partiu deste objecto natural encontrado na praia durante o inverno do ano passado. Surgiram algumas experiências e uma delas foram estas flores, que mais tarde deu origem aos círculos mais simples.

A forma inicial costuma ser mais rebuscada e poucos as vêem. É um trabalho demorado chegar a uma forma simplificada e definitiva que remeta para aquilo que queria ou para aquilo que eu pensava que queria inicialmente. Com um lápis fazemos um rascunho rápido, com uma agulha de barbela nunca será a mesma coisa…

Após alguns meses a trabalhar nisto, estou pronta para mostrar um novo trabalho. Gosto muito, mas sou suspeita.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

balanço

Por pouco achei que iria terminar o ano com um assunto pendente e teria de apanhar os cacos sozinha. Mas soube que não estou só, e isso fez-me sentir menos ingénua quanto ao sucedido. Felizmente tudo se resolveu, pelo menos para mim, mas não posso deixar passar em branco.

Não escrevo este post por vingança, mas porque sinto que é um dever avisar quem trabalha nesta área, e a quem é solicitado muitas vezes para colaborar com novos projectos de divulgação de autores e à consignação, que devem ficar mais atentos, pois devemos certificar-nos se será uma proposta honesta.
Falo por experiência própria, que pelas solicitações que recebo, concluo que negócios destes nascem neste momento com mais facilidade. Talvez para ajudar a superar uma crise, as pessoas inclinam-se para áreas de trabalho manual e procuram quem as ajude a divulgá-lo. No meio de pessoas sérias surgem alguns oportunistas, que sem qualquer tipo de investimento abrem negócios à custa do suor do trabalho dos outros.
Na minha opinião, trabalhar à consignação só é válido se do outro lado for mantido feedback sobre o nosso trabalho, se quem nos representa acredita nele acima de tudo e inevitavelmente não esquece o pagamento, porque ninguém vive da brisa do vento. Havendo um trabalho válido de divulgação por parte dos lojistas que respeitam o trabalho manual de um criador, penso que se poderá trabalhar muito bem em equipa, de outro modo não vale a pena termos intermediários.

Nos casos em que isso não acontece, devem ser denunciados de modo a serem travados e por isso tomei a decisão que escreveria qualquer coisa sobre isto no blogue. Só me arrependo das noites que dormi pouco ou quase nada, para poder entregar material e ajudar um projecto que vim a descobrir que me iria deixar na mão. Tive pena de não ter comentado isto com a Rita há mais tempo, teria percebido que alguma coisa não estaria a correr bem, mas achei que seria mais correcto resolver o assunto com descrição e que talvez tudo não passasse de um grande mal entendido. Não vale a pena entrar em pormenores, quero apenas com isto alertar, que infelizmente situações deste tipo acontecem e devemos estar atentos sobre a quem confiamos o nosso trabalho.



Quando tracei alguns objectivos este ano e falei do tal plano em posts anteriores, senti alguma frustração ao rever o que não consegui concretizar, principalmente as peças novas que continuaram na gaveta e não foi por falta de vontade, mas sim, por falta de tempo. Apesar de tudo o plano foi útil, tirei importantes conclusões quanto ao método de trabalho e descobri pelo menos o que não quero, e uma delas levou-me a rever o tal «assunto pendente» que andava esquecido. O plano para o próximo ano tem menos objectivos, mas enquadra-se melhor ao meu tipo de trabalho, produção e à minha maneira de ser.

Ao escrever este post, recordo as minhas conversas com a Margarida ao longo deste último ano. A troca de experiências ajuda a trabalhar e a seleccionar melhor, mas também nos deixam dúvidas para um futuro próximo. Conversas que dariam um belo livro sobre a defesa do nosso trabalho, dormir pouco e trabalhar muito porque gostamos e acreditarmos num trabalho criativo feito à mão, ter outras profissões, dar o nosso melhor tempo à família e a nós próprias. Enfim, conversas que dão pano para mangas!

Hoje parece que «parti a loiça» para começar o ano com loiça nova.

Um Bom Ano para todos!

obrigada às Ritas pelo apoio.

domingo, 12 de dezembro de 2010

alfinete ábaco





Quando iniciei o projecto, perdi a conta das primeiras peças que fiz, não cheguei a numerá-las, apenas me lembro que superaram as minhas expectativas. Se me disserem que têm a nº X não faço ideia qual a conjugação de cores que têm, porque não fotografo uma a uma. A numeração que coloco na etiqueta serve apenas para não perder a noção de quantas peças de um modelo eu fui capaz de fazer à mão.

Por curiosidade consultei os meus apontamentos e o ábaco foi a peça que mais repeti, esta semana cheguei ao alfinete # 170. Cada alfinete tem sete discos de lã que são feitos sem qualquer ajuda de máquinas, ao todo já fiz 1190 discos de lã, e perdi a conta dos metros de lã utilizados.
Gosto muito desta peça, e apesar da repetição, permite-me trabalhar com muitas cores ao mesmo tempo. Estudar e experimentar novas harmonias cromáticas é sempre aliciante.

A loja também irá receber alguns alfinetes ábacos.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

há dias…






A linha Fio de Ovos está concluída. Para mim a melhor parte já passou, a de criar a peça, usá-la e contemplá-la. Agora começa a parte difícil, tentar conciliar a produção feita à mão para poder ser comercializada em lojas e com tudo o que isso envolve.

Toda a logística é muito difícil pela falta de tempo e porque tenho outras prioridades. Há momentos em que não é viável trabalhar para lojas, noutros tenho de pensar e seleccionar as peças adequadas para certos locais, outras alturas mudo de poiso. Outros momentos penso se tudo isto compensará e se valerá a pena roubar horas ao sono (claro que não).
Leio em alguns blogues o grande entusiasmo de alguns crafters pelo início da viagem nesta área, e lembro-me do meu, em que achei que devia atender tudo e todos, e não me apercebi que a divulgação (nem sempre controlada por mim) fez com que a procura não fosse compatível com a minha produção, o que foi muito frustrante.
Falando por experiência própria, a partir do momento em que tudo se torna um caso sério, um projecto precisa de ser muito bem estruturado para não decepcionar ninguém e principalmente nós próprios, porque nos momentos de entusiasmo esquecemos-nos que isto é tudo feito à mão e por nós.

Todos os anos aprendo qualquer coisa, e desde o início deste tento seguir um plano de trabalho quanto às peças a finalizar, a divulgar e a comercializar, custos, tempo, quando e onde. Ter tudo por escrito para nada ficar esquecido permite retirar conclusões mais justas e reais no final do ano para poder continuar e que caminho seguir.
O mais importante, é conseguir que isso tudo seja compatível comigo, porque há dias em que o plano parece diabólico.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O







Como já tenho dito por aqui, durante a criação duma peça nova inevitavelmente penso na próxima. Neste caso, não foi a pensar na próxima peça, mas sim, numa nova forma que poderá desenvolver outras colecções. A inspiração foi no mais simples e as cores as que estavam à mão.
Ainda bem que registei a ideia em objecto real e não a deixei no pensamento, acho que me esquecia facilmente dela com outras formas que depois disso apareceram.
E agora, o que fazer com ela a partir daqui? Continuará na gaveta… ou pego nela e crio rapidamente uma nova colecção?
Por enquanto ficará em «laboratório» juntamente com outras nunca vistas. É bonita mas não chega e não tenho pressa. Se os meus dilemas fossem apenas estes seria tudo mais fácil…

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Favoritos do flickr esta semana:
Um fantasma, um pano, uma ilustração, um vestido e um pouco de cerâmica.

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Rune Guneriussen, via Particules.

domingo, 15 de novembro de 2009

ramas






Depois desta e desta, não voltei a fazer mais, mas não estive parada porque achei que era um modelo a precisar de ajustes. A nova versão é moldável, e esta pequena série pode ser encontrada à venda na ivomaia [designers]. Brevemente haverá mais, dêem-me tempo :-)

Curiosidade: esta pequena série foi feita só com esta lã, e permitiu fazer várias peças diferentes.

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Reformulei pequenos pormenores no blogue e os pontos de venda passam a estar aqui (existe um link na barra lateral), brevemente com fotografias das peças disponíveis que podem ser encontradas em cada local.

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Uau! Eu queria este livro! (link da Rita)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008



Trabalho que me farto. Se já pensei pedir ajuda a alguém? Já, mas não seria a mesma coisa. Gosto que as peças passem por mim. Por agora penso assim.

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Penumbra de Jean Shin (via particules)
Escultura de papel de Richard Sweeney

sexta-feira, 11 de abril de 2008

sobre cores e não só



Gosto de comprar meadas. Dá mais trabalho mas gosto do ritual de as passar a novelo. Quando há uma ajuda de braços põe-se a conversa em dia, mas quando não há, utilizo a «geringonça» (um dia ela aparece por aqui). Para além das meadas serem mais baratas que os novelos (que também os compro), gosto de combiná-las antes de o serem. Costumo registar algumas uniões de cor com a máquina fotográfica mesmo que nunca venha a fazê-las, assim não me esqueço das várias possibilidades e já tenho utilizado algumas referências aplicadas noutras áreas. É uma espécie de diário gráfico de cor. O computador fica cheio de imagens de meadas, a maior parte não as mostro aqui, mas dou-lhes uma vista de olhos de vez em quando, servem de inspiração.

Sem darmos por isso uma área influencia outra e é muito bom quando vivemos da criatividade (considero-me privilegiada), não fico muito assustada com os bloqueios criativos, é uma fase que ocorre de vez em quando e que para mim é apenas um sinal vermelho para parar, afastar-me, observar melhor, voltar a procurar e pesquisar novamente. O mais importante ficará retido na memória e será o suficiente, é um ponto de partida para evitar fazer igual e chegar a um resultado mais pessoal.

Começo a achar perigoso a nível criativo, as dezenas de livros de padrões gráficos e de «arabescos» (como tenho ouvido chamar, e nem comento…), que trazem imagens em vectorial, algumas sem direitos de autor referidos e que são utilizados vezes sem conta, sem sentido e que fazem tudo ficar igual ao que já existe. Num cartaz de rua, num flyer, na televisão, num vinil de parede, numa agenda, num caderno, numa mala, numa almofada, etc. Estaremos a passar por um bloqueio criativo generalizado? Mas acho que já está a durar muito tempo.

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Livros pouco comuns:
Um livro de pano 2, 5, 6, 8 e 9.
Um livro de papel sobre sombras.

domingo, 6 de abril de 2008

croché em fio de prata







No fim do ano passado frequentei um workshop orientado pela Cristina Jorge. O meu objectivo era adquirir as noções básicas para trabalhar a prata, e uma delas tradicional na joalharia, o croché em fio de prata. Fiquei entusiasmada, mas a falta de tempo para praticar não me leva longe.
Entretanto, inspirada numa outra peça e aplicando a técnica da joalharia, recorri às linhas que me são cúmplices e iniciei um colar. Não venho mostrar nada de novo, a técnica é utilizada vezes sem conta, mas resulta sempre tão bem.

Em baixo, a minha luta diabólica com o fio de prata… um material adiado, por agora.


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

os meus dois anos no domingo que passou

O que começou como hobby para substituir temporariamente a pintura, e porque ocupava menos espaço em casa, veio a tornar-se ao longo de dois anos num segundo trabalho que até me toma muito tempo e ocupa o resto dos espaços livres que restavam em casa.

Eu apanho e arrumo os brinquedos dela à noite e ela apanha as minhas aparas no dia seguinte.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

ainda em laboratório









O alfinete é usado para segurar as malhas de tricot, mas há muito que ando com vontade de pegar neles para outro efeito. Este primeiro protótipo é versátil, os discos podem ser ordenados ao gosto de quem os usa. Ando em fase de pesquisa, mas sairá daqui uma das próximas colecções.