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quinta-feira, 1 de junho de 2017
leitores precisam-se, sempre
O desenho foi feito há um ano para um concurso sob o tema «dia da criança». Não ganhou o concurso, mas cá em casa teve direito a uma moldura e a um lugar na parede ♥︎.
Ilustra bem o que lia no momento e serve de exemplo para mostrar como a leitura nos influencia.
A propósito de hoje começar a Feira do Livro e de olhar para o seu desenho todos os dias, recordo o percurso das leituras que começaram aqui e veio a tornar-se de facto naquilo que podemos considerar uma leitora, mas nem sempre foi assim.
A meio do 1º ciclo abrandou repentinamente e assustei-me. Aí apercebi-me que ela própria deveria fazer as suas escolhas sem grande peso da minha parte e não ficar restringida aos livros que lhe iam oferecendo.
Podemos influenciá-los em muitas áreas, mas os nossos interesses podem não ser exatamente os dos nossos filhos em questões de leitura. Há livros muito bonitos com belas histórias e ilustrações maravilhosas, mas um livro menos bonito e menos cativante para nós poderá adequar-se mais aos seus interesses sejam estes quais forem (nestas situações quase tudo é válido para mostrar) e é meio caminho andado para motivar e o leitor poder aparecer.
Parece mal dizer isto, mas a lista oficial do Ler+ não é significativa para mim e considero ultrapassado existirem leituras obrigatórias. Só a palavra «obrigatório» juntamente com «leituras» já dói.
Nessa altura propus-lhe que lêssemos pelo menos um livro por mês, eu lia os meus e ela os dela. Aceitou o desafio sem pestanejar. Porém, fui ficando para trás com os meus a amontoar na mesa-de-cabeceira e ela ganhou terreno ao ponto de chegar a ler um por semana. Ganhou-me até hoje.
Lembro-me de alguns momentos que fizeram diferença naquela fase: passar pela BD da Amadora, pela Ilustrarte, gastar tempo na Feira do Livro (mais do que um dia) e ouvir contadores de histórias (os pais, principalmente).
Como mãe de uma adolescente e leitora, deixo algumas sugestões que praticamos para que os livros continuem a ser amigos fiéis e a desmotivação não vença quando andamos mais preguiçosos:
— Se estamos a ler um livro enfadonho e não conseguimos gostar, é largar e pegar noutro! Não é saudável andarmos a engonhar e não há que ter pena daquele que largámos. Há tanto por onde escolher!
— Para começar um livro devemos estar disponíveis para ler as primeiras 20 ou 30 páginas de rajada, a partir daí é mais fácil dar-lhe continuidade.
— Reservar momentos para ler, assim como se reserva para ver um filme, ver um programa na televisão, fazer malha, estar nas redes sociais, ir passear, estudar, desenhar, etc. Não ter tempo para ler não é uma boa desculpa para si próprio.
— Andar sempre com o livro na mochila, mesmo sem saber se durante o dia o iremos ler ou não. Ajuda a manter a ligação e a vontade de o voltar a abrir (no dia em que a mochila não respira :-( abdicamos…).
Ela ainda faz outra coisa que eu não consigo fazer, ler dois ao mesmo tempo. Assim, não fica com pena de terminar um porque já tem outro na calha.
Ler vários registos, como jornais e revistas não é a mesma coisa que ler um livro. A cabeça não funciona da mesma maneira e a memória não se exercita (mas para quem não gosta de ler, uma revista interessante é melhor que zero).
Dar espaço para ler é uma questão de gerir prioridades. Se passarmos menos tempo a fazer coisas menos interessantes passamos a estar disponíveis para voltar a pegar em livros com mais facilidade.
O que acho que é de se evitar e que sempre fui completamente contra:
— Forçar os nossos filhos a ler quando nós próprios não lemos ou estes não nos veem a ler. Não é justo! É igual quando lhes dizemos que têm de comer sopa ou peixe cozido enquanto nós não os comemos. Somos chatos, moemos os miúdos e um dia respondem-nos à letra.
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eu mãe,
produções B
terça-feira, 25 de abril de 2017
há dias em que ninguém nos cala
«A escola está cada vez menos interessante»
disse-me há umas semanas, ao mesmo tempo que fazia aquele olhar como-é-que-se-dá-a-volta-a-isto.
Apesar do chamado «aproveitamento escolar» continuar a correr bem, a motivação e o interesse pelo que se aprende dentro duma sala de aula no 6º ano está no ponto de rotura. Contudo, a rapariga acaba sempre por nos surpreender e automotiva-se sabe-se lá onde, mas até quando?
Se tenho dias em que continuo a elogiar a escola pública tenho outros tantos em que só me apetece matá-la ainda mais. É um grande desejo poder ver tudo mudar um dia e que a minha filha ainda consiga apanhar qualquer coisa boa dessa mudança.
Só um exemplo no meio de vários este ano: o último teste de Português do 1º período do 6º ano foi igual ao do 5º ano — escrever uma carta ao Pai Natal — aperfeiçoando e enriquecendo o texto este ano com mais vocabulário. Não percebi a ligação de se estar no 6º ano e a da carta ao Pai Natal, como já não tinha percebido a do 5º. Nem no 1º ciclo a minha filha levou com a da carta ao Pai Natal!
Se já era contra os trabalhos de casa este ano sou mais. Assumo que já disse à minha filha para não os fazer, não há tempo para tudo e o ideal é já começar a aprender a fazer escolhas: ou faz os tpcs, ou adianta um trabalho de grupo, ou estuda para um teste ou descansa (o descansar inclui tudo o resto: ler um livro, ouvir música, tocar guitarra, dançar, conversar, comer e dormir — também é preciso!). Cá em casa depois das 18h é proibido estudar ou fazer tpcs. Só aceitaria que gastasse mais tempo a fazê-los se fossem para trabalhar as suas próprias dificuldades, a política dos tpcs serem iguais para todos (tenham ou não dificuldades) está mais que ultrapassada e a marcação duma falta para quem não os faz também já não se aguenta!
Apesar do chamado «aproveitamento escolar» continuar a correr bem, a motivação e o interesse pelo que se aprende dentro duma sala de aula no 6º ano está no ponto de rotura. Contudo, a rapariga acaba sempre por nos surpreender e automotiva-se sabe-se lá onde, mas até quando?
Se tenho dias em que continuo a elogiar a escola pública tenho outros tantos em que só me apetece matá-la ainda mais. É um grande desejo poder ver tudo mudar um dia e que a minha filha ainda consiga apanhar qualquer coisa boa dessa mudança.
Só um exemplo no meio de vários este ano: o último teste de Português do 1º período do 6º ano foi igual ao do 5º ano — escrever uma carta ao Pai Natal — aperfeiçoando e enriquecendo o texto este ano com mais vocabulário. Não percebi a ligação de se estar no 6º ano e a da carta ao Pai Natal, como já não tinha percebido a do 5º. Nem no 1º ciclo a minha filha levou com a da carta ao Pai Natal!
Se já era contra os trabalhos de casa este ano sou mais. Assumo que já disse à minha filha para não os fazer, não há tempo para tudo e o ideal é já começar a aprender a fazer escolhas: ou faz os tpcs, ou adianta um trabalho de grupo, ou estuda para um teste ou descansa (o descansar inclui tudo o resto: ler um livro, ouvir música, tocar guitarra, dançar, conversar, comer e dormir — também é preciso!). Cá em casa depois das 18h é proibido estudar ou fazer tpcs. Só aceitaria que gastasse mais tempo a fazê-los se fossem para trabalhar as suas próprias dificuldades, a política dos tpcs serem iguais para todos (tenham ou não dificuldades) está mais que ultrapassada e a marcação duma falta para quem não os faz também já não se aguenta!
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de casa,
produções B
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
sábado, 13 de agosto de 2016
entreténs
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de casa,
produções B
sábado, 23 de julho de 2016
quinta-feira, 9 de junho de 2016
este mundo novo
O primeiro ano letivo na escola pública está a terminar. Lembro-me que não ia com grandes expectativas e talvez por isso posso afirmar que o balanço foi bastante positivo. O que aconteceu de bom compensou os pormenores que me tiraram do sério.
Se
é o ideal? Não é de todo. Se lhe arrumava a mochila e voltava a pô-la na
escola anterior? Cheguei a ter vontade, era outro conforto e identificava-me muito mais, mas não a teria visto crescer como cresceu este ano por estar num espaço novo com novas pessoas na vida dela, a saber aplicar o que trazia consigo de diversas formas, no saberes, na pesquisa, nos trabalhos de grupo, nas escolhas do certo e do errado, na relação com os outros e por aí fora.
O
que eu gostava mesmo era que mudassem a forma de ensino e o excesso de conteúdos que são injetados aos alunos. Na tentativa
de quererem preparar as crianças e os adolescentes para "um futuro
profissional de sucesso" falta o tempo para demonstrar o que aprendem
diariamente na escola – atualmente o que é que consideram mesmo um futuro de
sucesso?
As crianças precisam de ser visionárias e terem uma imaginação do caraças para perceberem que o que estão a aprender poderá ser-lhes útil no futuro.
As crianças precisam de ser visionárias e terem uma imaginação do caraças para perceberem que o que estão a aprender poderá ser-lhes útil no futuro.
Tenho tanta pena que as artes continuem a ser desprezadas. A disciplina de Educação
Tecnológica (que ainda estou a tentar perceber o que é) há uns anos veio substituir
as oficinas e trabalhos manuais, onde ainda
era possível os alunos expressarem-se de certo modo livre sem o tipo de pressões exercidas nas disciplinas de matemática ou português. É uma pena que os trabalhos manuais tenham cada vez menos lugar na vida dos miúdos a partir duma certa idade. Chegam a adultos e correm o risco de acharem que quem é designer faz "bonecos" e quem faz crochet faz coisinhas.
Continuo
a achar que uma aprendizagem mais descontraída e com ligação à vida
real faria com que as crianças gostassem mais da escola. Os programas são extensos e existe uma pressão natural que vem não sei de onde para que sejam os melhores – mas o que é ser o melhor?
Recordo que numa semana de aulas em maio, a miúda teve um sarau de ginástica acrobática com treinos que preencheram duas tardes (atenção: até sou defensora do desporto escolar e é das melhores coisas que a escola pública tem), dois trabalhos de grupo para fechar e dois testes a somar aos TPC, isto é dose dupla para a idade de 11 anos, não concordam?
Recordo que numa semana de aulas em maio, a miúda teve um sarau de ginástica acrobática com treinos que preencheram duas tardes (atenção: até sou defensora do desporto escolar e é das melhores coisas que a escola pública tem), dois trabalhos de grupo para fechar e dois testes a somar aos TPC, isto é dose dupla para a idade de 11 anos, não concordam?
Quase que dava para criar um dia por semana destinado para os TPC dos outros quatro dias, para revisões de conteúdos e para se dedicarem aos trabalhos de grupo, no fundo, uma espécie de dia de trabalho autónomo.
Por
muitos debates que se façam, por muitos artigos que se escrevam sobre o tema, eu não consigo mudar de opinião: sou contra os trabalhos de
casa, sejam
estes quais forem. Não vão fazer com que os alunos sejam melhores ou piores. E quando enviam os TPC extra porque o fim de
semana é prolongado fico ainda mais irritada. Há outras obrigações que as crianças podem fazer em
casa e isso também lhes incute responsabilidade e autonomia. Diz-se que os trabalhos de casa servem para os alunos tirarem dúvidas… não concordo e nem vou explicar porquê, estou demasiado farta do assunto.
E o peso da mochila no 2º ciclo? É descomunal. A mochila vai além dos 4
kg, não devia ser permitido!
Imaginem os miúdos deixarem um dia destes a mochila em casa e cada um levar para a escola um garrafão cheio de água, é quase a mesma
coisa! Provavelmente alguém iria impedir essa loucura pois não se admitiria que uma
criança andasse a carregar um garrafão de água todos os dias dum lado para o outro, mas no caso
da mochila carregadinha de livros ninguém liga nenhuma, parece que é
normal.
A culpa é do tal negócio da china – os livros escolares. O formato A4 que todos os livros têm faz com que o aluno tenha de comprar uma mochila grande e resistente (logo, mais cara), e o papel é pesado para aparentarem bom aspecto e justificarem o seu preço, mas em contrapartida, a capa é mole para o negócio do papel autocolante e das capas plásticas não acabar, certo? Serão os livros mesmo necessários? Para mim os livros escolares são um dinheiro mal gasto. Era possível fazer-se de outro modo se não houvesse o monopólio disto tudo e se os interesses fossem verdadeiramente outros.
Agora, também já percebo o programa de Educação Física que os prepara para a vida militar! No meu tempo servia para descomprimir, aliviar tensões, aprender vários jogos, mas atualmente acho-o demasiado duro e já não é para qualquer miúdo, se calhar é para ganharem força para carregarem a mochila ao longo do ano letivo, é isso!
Poderia enumerar mais alguns pormenores que falham no sistema e vão continuar a falhar, mas com a necessidade de me focar no essencial, tive mesmo de ultrapassar isto.
No meio das pequenas desilusões, não posso deixar passar em branco a do Dia Mundial da Criança. A escola propriamente dita não tem culpa porque o evento decorreu fora da escola. A minha filha pensou que iria ter um dia semelhante ao que tinha na escola anterior, mas em vez de falar sobre os direitos das crianças, assistiu a uma apresentação feita pela CML sobre a futura Feira Popular onde perguntaram às criancinhas sugestões para tal projeto no meio de pipocas e balões. Até do grande parque de estacionamento lhes falaram…. Mas pronto, já passou, a criança é inteligente e percebeu que aquela conversa não era apropriada ao momento. Tenho esperança que para o ano não se repita, é que não fica nada bem mesmo que as intenções tenham sido, aparentemente, as melhores…
Pondo de parte os pormenores e dando prioridade ao que interessa, o que
faz mesmo uma escola são os professores e os alunos estejam onde estiverem. E os pais são
importantes para que as coisas não descambem quando tudo parece enfadonho
e sem interesse. É um trabalho diário. Começa por
estarmos atentos ao que aprendem na escola e tentar incutir-lhes o interesse no assunto para que a escola não se torne uma seca e continue um local de boas experiências e que o conhecimento seja considerado um bem
precioso que os levará a fazerem boas escolhas, a serem mais livres e a defenderem-se.
E já agora, os professores não são intocáveis. É essencial que os
alunos não tenham medo de lhes fazerem perguntas quando têm dúvidas. Há alunos curiosos e
interessados que infelizmente são confundidos como indisciplinados e
incomodativos. Convém que sejam os professores a esclarecerem as dúvidas, caso contrário, o nosso disco rígido começa a ficar confuso desde cedo. O papel dos pais passa também por lembrar isso aos filhos – é essencial perguntar quando não percebem, não se deixem ficar para trás.
Os professores são pessoas normais, têm maus dias como nós e também ficam doentes. A maioria está ali para nos ajudar e só precisamos de lembrar isso aos mais apressados. Tratam-nos bem se nós os tratarmos bem também. Podem ser acessíveis se nós também formos. Haverá sempre os que gritam e que confundem a autoridade com a motivação, os que fazem comentários inoportunos ou deitam cá para fora desabafos desnecessários dum dia que correu mal, mas também há os que nos ouvem, os que voltam a explicar uma e duas vezes e que nos fazem sentir importantes.
E podia ficar aqui a elogiar a escola pública por um lado e a matá-la por outro – resumindo os parágrafos todos, se estou arrependida? Não.
Um à parte: adoro encontrar desenhos rebuscados no meio dos resumos para testes ♥.
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
menos é mais
A propósito das férias das crianças e da preocupação de as encher com atividades de manhã à noite, lembro-me sempre disto que tenho colado numa parede para não me esquecer e que acho que diz tudo:
«As crianças são animais de criação extensiva e devem ser deixadas a pastar nos canteiros
de morangos no verão.»
John Seymour *
Para além da importância de lhes proporcionarmos atividades que lhes dêem ferramentas úteis e práticas para a vida diária e futura, pessoal e profissional, é essencial que também aprendam a “pastar”, de modo a descobrirem que as nuvens também fazem desenhos e que a relva debaixo dos pés faz cócegas. O «menos é mais» também se aplica às crianças, não é só no design.
Os próprios pais já têm dificuldade em desligarem verdadeiramente, logo, acham tão natural que os seus filhos precisem de estar sempre ocupados, esqueceram-se que saber “pastar” nos dias de hoje é saudável para todos.
* A citação foi retirada de um blogue do qual não me lembro.
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de casa,
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domingo, 5 de julho de 2015
…
Levo o conforto de que ali passou anos cheios, que encontrou as pessoas certas e que foi muito mais do que um simples 1º ciclo. Se todas as escolas deveriam ser assim? Não sei. Só sei que deveria existir sempre a possibilidade de escolha e a informação estar mais disponível para todos os pais. Conhecer o que existe é imprescindível para tomarmos as melhores opções para os nossos filhos e aquelas com as quais nos identificamos. Se não nos identificamos não nos envolvemos e não confiamos.
Não somos todos iguais, não temos de aprender todos do mesmo modo e a escola não devia criar futuros adultos só para serem bons alunos a português e a matemática. Podemos vir a ser tanta coisa, temos tantos interesses, e sempre em qualquer idade, mas em criança precisamos que certas coisas cheguem até nós pela mão dos adultos. Quando não acontece, infelizmente, perdemos tanto. Às vezes questiono-me se quem manda no sistema já foi pai ou se foi filho e já não se recorda de nada.
Aqui, encontrei outros pais que procuravam o mesmo que nós. Falar destas questões fora deste contexto nem sempre foi confortável, bastava dizer que não se investia em trabalhos de casa, não utilizava manuais escolares nem tinha notas, que era logo considerado um ensino pouco credível. Confesso que os comentários "sempre gostaste de coisas alternativas“ ou “tinhas que ser diferente”, e até certos olhares, moeram um bocadinho.
Se é um modelo de ensino para todas as crianças? Não sei. Foi para a minha. Se é um modelo de ensino para todos os pais? Tenho a certeza que não.
Agora só queria a continuidade, mas não havendo continuidade não faz sentido prolongar o ensino privado noutra escola só para nos sentirmos mais tranquilos ou termos a vida mais facilitada. O corte vai ser grande em tudo, mas o crescimento também provoca a vontade de mudar e isso, certamente, irá ajudar a fazer a passagem.
Para mim, abriu-se um mundo novo com a entrada de uma filha no ensino oficial.
Aqui, encontrei outros pais que procuravam o mesmo que nós. Falar destas questões fora deste contexto nem sempre foi confortável, bastava dizer que não se investia em trabalhos de casa, não utilizava manuais escolares nem tinha notas, que era logo considerado um ensino pouco credível. Confesso que os comentários "sempre gostaste de coisas alternativas“ ou “tinhas que ser diferente”, e até certos olhares, moeram um bocadinho.
Se é um modelo de ensino para todas as crianças? Não sei. Foi para a minha. Se é um modelo de ensino para todos os pais? Tenho a certeza que não.
Agora só queria a continuidade, mas não havendo continuidade não faz sentido prolongar o ensino privado noutra escola só para nos sentirmos mais tranquilos ou termos a vida mais facilitada. O corte vai ser grande em tudo, mas o crescimento também provoca a vontade de mudar e isso, certamente, irá ajudar a fazer a passagem.
Para mim, abriu-se um mundo novo com a entrada de uma filha no ensino oficial.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 2 de novembro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
domingo, 4 de maio de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
♥
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produções B
sábado, 7 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
advento
Na véspera do dia 1 a Rita lembrou-me de uma coisa que há 8 anos me esqueço. Os sacos de papel craft safaram a situação e os desenhos das várias crianças que passaram no atelier no sábado tornaram tudo mais bonito.
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de casa,
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