Pensámos que tínhamos salvo a planta da lagarta e a lagarta dos pardais. Semanas mais tarde é que nos apercebemos que existiam
mais quatro a mastigar desalmadamente. Como nunca tínhamos visto uma assim, arranjámos-lhe um modesto
habitat na caixa dos caracóis ao ar livre.
No dia da famosa lua azul e sem estarmos à espera saiu do casulo, e antes de ir à sua vida poisou no meu braço alguns minutos para a despedida. Valeu a pena!
Ainda temos um casulo na caixa à espera de mais um final feliz, entretanto uma das lagartas subiu a parede e instalou-se
presa por um fio no último dia antes das sairmos para férias, quando regressámos já tinha partido e a planta já estava cheia de folhagem nova.
Pela pesquisa no
google fui dar à «borboleta cauda-de-andorinha», será? Se alguém conhece, conte-nos mais qualquer coisa, gostariamos de saber como é que veio parar à nossa casa.
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Naquele dia estava tão furiosa que deixei as férias para trás juntamente com estas fotografias. Não pude ficar indiferente porque a minha voz também conta. Continuo furiosa, mais do que antes, mas não vale a pena continuar a escrever sobre a fúria que esta desgovernação me provoca, pelo menos por agora, o que interessa mesmo é agir e incomodar "ao vivo". Mas quando temos um blogue temos mesmo vontade de gritar como a
Débora.