Esta imagem ilustra o meu ecrã desde o primeiro dia em que a tirei, em novembro de 2011. Não vou descrever o percurso da chegada até aqui, teve
altos e baixos, como o normal e o anormal de uma obra, incluindo a vontade de desistir e os imprevistos que nos fazem andar para trás para conseguir andar para a frente.
Partilhei isto com poucas pessoas, simplesmente porque não sabia o desfecho. Resultou melhor fingir para mim própria que nada disto existia, afinal, nunca perdemos aquilo que nunca tivemos e se nada se concretizar custa muito menos – ninguém nos faz perguntas, não nos sugerem demasiadas ideias sem sentido nem pressionam.
Quando menos se espera aparece a oportunidade e é pegar ou largar. Pegamos. Mesmo que tenha sido o pior momento para pegar numa coisa destas, e que me digam que o país não está para aventuras.
Agora que o atelier está a ficar composto, quase me esqueço do que se passou durante um ano e meio.
Um obrigada do tamanho do mundo a quem me ajudou a tornar isto possível e fez muito mais do que alguma vez pedi ♥.
Passaram várias estações do ano e já não tenho a
hera. Tenho mais luz, e de vez em quando uma chuva de buganvílias.