Da janela da «cabana» tínhamos a vista deslumbrante para o Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido, o que nos fez esquecer por completo a multidão e as voltas que demos em Barcelona.
Foi necessário gravar os cenários na memória porque nenhuma fotografia fará jus àquilo que fomos descobrindo ou o que cada um sentiu. O cheiro dos
prados é único, assim como o do interior da floresta. O barulho da água é constante e em qualquer pedaço de relva nascem
lindas flores.
É difícil resumir em imagens qualquer percurso que tenhamos feito aqui. Ninguém vai perceber que as árvores são enormes, que as pinhas são pequeninas e decoram-nos o caminho, e que pisar o chão da floresta é como pisar alcatifa. As imagens são uma pequena seleção do percurso a pé, desde a
vila de Torla até à entrada do parque na Pradera de Ordesa. Foram 4 horas (ida e volta) e nunca imaginei que me fosse saber tão bem fazer o regresso debaixo de chuva. Encharcada, a rogar pragas aos
Merrell, mas feliz.
As duas últimas fotografias foram tiradas pelo P., num dos muitos solitários percursos que fez na sua bicicleta. É tudo tão grande e tão bonito e nós somos tão
pequeninos.